Amor Sinistro

09 de setembro de 2020 a 15 de novembro de 2020
abertura 09 de setembro de 2020


Não te esqueças nunca que eu venho dos trópicos

09 de setembro de 2020 a 15 de novembro de 2020
abertura 09 de setembro de 2020


Entre Paisagens e Estados da Alma

03 de setembro de 2020 a 15 de novembro de 2020
abertura 03 de setembro de 2020

“Não te esqueças nunca que eu venho dos trópicos”*

Coletiva com os artistas Cláudio Matsuno, Eduardo Ver, Marlene Crespo, Nilda Neves e Rosa Hollmann. Curadoria de Renato De Cara.

Construir pontes que nos conectem além desse mundo vulgar é tarefa corajosa. Em um surrealismo atemporal, seres, figuras e composições fantásticas há muito se apresentam na história da arte. A vontade do indivíduo de encontrar e questionar outros mundos é uma constante na imaginação e criação de imagens. Apesar do absurdo que enfrentamos no dia a dia, ou principalmente por causa dele, o “mundo de lá“ parece ser sempre promissor ou curioso o suficiente para experimentarmos a linguagem. Seja na fé, em sonhos, lembranças ou delírios, subverter a ordem ou enxergar por outros pontos de vista nos alimenta e abastece de discursos deliciosos, cheios de fé, alegria, fantasia e profundidade.

Simbólicos & Fantásticos.
Aqui, num recorte pequeno na produção intensa de cada um desses cinco artistas apresentados temos: a construção rigorosa com a crença ritualística na xilogravura de Eduardo Ver; a ironia escancarada nas colagens elegantes de Claudio Matsuno; os rabiscos cheios de detalhes nos bordados preciosos de Marlene Crespo e os universos irreverentes e espontâneos de uma e oníricos da outra, nas pinturas de Nilda Neves e Rosa Hollmann - trabalhos antagônicos e obsessivamente elaborados concomitantemente.

Uma experiência curatorial olhando para aquilo que o colega Danilo Oliveira chama de arte coloquial ou vernacular, onde a tradição e a criação aparecem cheias de potências individuais, embora a mensagem seja universal e, muitas vezes, de fácil empatia para variadas interpretações.

Independentemente da técnica ou da formação de cada autor aqui reunido, e o Brasil é celeiro de talentos espalhados por aí, a ideia principal é abrir espaço para questões como quem e como se valida o mercado e porque símbolos podem ser criados e subvertidos de acordo com nossos desejos.

Criando à margem de padrões estabelecidos pelas academias, para estes, artistas significa defender discursos oníricos, elaborando poéticas fantásticas.

*Título de uma escultura surrealista de Maria Martins, 1942.

Amor Sinistro, de Biel Carpenter!

No Corredor 1 (Térreo) do b_arco a individual Dunkle Liebe / Amor Sinistro do artista brasileiro residente em Berlim Biel Carpenter.

Biel trabalha com cores fortes e contrastantes com um traço espontâneo e cheio de personalidade. Suas telas e desenhos falam de amores e dores, numa linguagem super contemporânea.

Até 15 de novembro!

Entre Paisagens e Estados da Alma

Nesse momento inédito, de luto e de medo, quando o isolamento ainda é a única maneira de nos proteger, a arte continua sendo o antídoto mais eficaz e saudável para o alívio da alma.

Perdas e danos, apesar de reais, podem ser apaziguados com a potente poesia de nossos artistas.

Entre paisagens (des)construídas e outros elementos simbólicos, a esperança de que dias melhores virão.

Questões de identidade, raciais e sociais, sincretismos religiosos, paraísos perdidos – um pouco de tudo que está em nosso entorno, seja em desenho, pintura, colagem, bordado ou fotografia.

Artistas Selecionados

Adriana Rocha, Alberto Bitar, Alexandre Ignacio Alves, Aline Moreno, Danilo Oliveira, Denise Adams, Elaine Arruda, Elisa Arruda, Ernesto Bonato, Fenando Burjato, Hugo Houyaek, Maria Andrade, Mariana Mattos, Mariano Klautau Filho, Marilia del Vecchio, Michele Milan, Niki Nomura, Paulo D'Alessandro, Raquel Nava, Renata Laguardia, Renato Dib, Rogerio Barbosa e Ulysses Bôscolo